Lobsang Chonzor
Tibete
Cânticos do tecto do mundo
« Na idade em que eu era um peixinho, não fui apanhado. Como peixe grande, apesar das nassas, ninguém me domou. ... Agora, vagabundeio no oceano imenso».
Brug-pa Kun_legs, (Século XV), poeta místico tibetano

Para além das liturgias e danças rituais budistas, existem no Tibete vários estilos profanos simultaneamente clássicos e populares.
Os « Nangma », cânticos clássicos ouvidos pelos notáveis e pelos nobres da sociedade tibetana, estão sempre muito em voga nas comunidades no exílio.
Os « Teuché », do Tibete do Oeste, esses cânticos populares ligados à dança, evocam o amor, a grandiosidade da natureza, a beleza das paisagens e prestam também homenagem aos grandes mestres religiosos.
Tshering, bardo luminoso e alegre, canta acompanhando-se ao alaúde « danyen » , com a cítara « yangqin » ou toca flauta « limbu » . Aborda também o repertório da ópera tibetana nascida no Século XV que é chamada « lha mo », o que significa « rapariga, a fada ».
© Frédéric Iovino











